terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma Noite de Sono

Na serena quietude da noite
Jazem consciências alheias
Entorpecidas pelo cansaço
De mais um dia em vão

Quem eles são?
O que anseiam?
Com que intuito vivem?

Ninguém, nada, nenhum.
Não enquanto o luar os protege
Sob sua égide não precisam ser
Apenas jazem falsamente

Num momento ocioso
Purificador e tranqüilo
Quando nada anseiam ou temem
Apenas são, o não ser.
Um instante de essencial pureza
Um ato humano, que beira o divino.

Luís Henrique de Andrade Sales
Escrito às 2:25 AM de 09/12/2008

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