segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pensamentos - tecnologia

Atualmente o grande tema é a globalização. Em um novo mundo, sem fronteiras graças a tecnologia, tudo ficou mas próximo, exceto pelo que realmente está.
Ligamos a televisão e ouvimos notícias em tempo real sobre qualquer lugar do mundo. Pela internet temos ainda mais acesso aos acontecimentos e as informações. Na era da tecnologia da informação mantemos contatos com pessoas no lado oposto do mundo. Podemos vê-las, falar com elas, compartilhar histórias e experiências. Conhecemos novas pessoas a todo momento.
O mundo mudou. A tecnologia o fez. Com alguns cliques fazemos quase tudo. Mas não foi a única coisa a mudar. Mudou também o significado das palavras. Acima o verbo conhecer conjugado na primeira pessoa do plural no presente do indicativo. Isso não mudou, apesar de que para alguns parecer que sim. Mas já não significa mas o mesmo. Costumávamos usar para nos referirmos a algo ou alguém sobre quem muita coisa sabíamos. Também para quando eramos apresentados e podíamos apertar as mãos e olhar no fundo dos olhos. Hoje é usado para alguém a quem dissemos “oi” em um chat. Não sabemos nem se o nome é verdadeiro, mas chamamos de amigo.
Mas uma palavra a perder seu significado. Se for perguntado quantos amigos tem, provavelmente irá acessar a internet, fazer login no orkut ou no facebook e ver o número indicado entre parênteses. Hoje é assim que contabilizamos o número de amigos. Não sabemos absolutamente nada sobre eles, mesmo assim um software os lista como tal. E o mais incrível, a maioria concorda.
São apenas consequências. A remoção das fronteiras nos trouce uma falsa ideia de liberdade. Apenas não vemos mais as algemas, correntes e grades que nos prendem. Somos prisioneiros da libertadora tecnologia. Ao sairmos da casa esquecemos carteira, documento, chaves, mas não o celular. Já não lembramos mais de compromissos e números telefônicos mas um aparelho eletrônico o faz para nós.
Os dias ainda tem as mesmas vinte e quatro horas e o anos os mesmos 365 dias, porém estamos sem tempo. Pelo menos é do que sempre nos queixamos, as vezes com razão e outras sem. Assistimos novelas e filmes mas não lemos mais um livro. Aliás dificilmente lemos algo com mais de 144 caracteres, pois acima disso já é considerado muito. Também já nos acostumamos tanto a digitar que quando usamos um lápis ou uma caneta a letra é tão ilegível quanto a de um médico costuma ser.
Nos tornamos dependentes da tecnologia, a mesma que veio para nos ajudar e nos dar conforto. Fizemos com ela e que muitos fizeram com o remédio que ajudava a enfrentar uma doença ou dor, nos viciamos.
Mantenha contato com amigos pelo msn ou outro software de mensagens instantâneas, pelas redes sócias e por telefone, não tem importância, foram pra isso que foram desenvolvidos, mas se tiver a chance fale pessoalmente. Use essas ferramentas para se ajudar e não como uma droga viciante. Não somos obrigados a viver pela tecnologia. Saia um pouco dos jogos eletrônicos e jogue uma partida real com os amigos, leia um livro, reúnam-se para conversar e aproveitar o tempo, assistam a um filme juntos. Não é preciso ser totalmente dependente da tecnologia para viver nesse novo mundo.

O orgulho protege mas também destrói, não somos donos da verdade, se erramos nos diga, nos corrija,pois estamos aqui para informar e receber informações, ensinar e aprender e principalmente interagir.
Em nome do Quinteto: Daniel Caldas (Kyuubi)